11 Agosto 2018 - 22:29

Vigilância Sanitária apreende medicamentos durante inspeção

A Coordenação de Vigilância Sanitária (Covisa), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com o Conselho Regional de Farmácia (CRF), realizou na nesta sexta-feira, 10, uma inspeção em uma farmácia localizada no bairro Siqueira Campos, resultando na apreensão de diversos medicamentos adquiridos sem nota fiscal.

Durante a fiscalização foi detectado que o estabelecimento não possui licença sanitária e farmacêutico responsável. “A farmácia inspecionada apresentou divergência entre a razão social e a falta de farmacêutico, não constando no cadastro do CRF. Quando confrontada esta informação com a Vigilância Sanitária, observamos que estava com outro CNPJ, por isto, solicitamos a inspeção”, disse o presidente do Conselho, Marcos Cardoso Rios.

Segundo a farmacêutica e fiscal da Vigilância Sanitária, Helena Ferreira Lima, a empresa está cadastrada na Vigilância e foi inspecionada em 2017, inclusive com orientações para serem tomadas todas as providências, junto a Anvisa.

“Mas houve uma troca de proprietário e a empresa não deu seguimento ao licenciamento. Além disso, não solucionou as orientações dadas em 2017. Detectamos várias irregularidades, como a sujeira nas prateleiras dos medicamentos; o comércio de antibióticos sem cadastro no sistema da Anvisa e sem o acompanhamento do farmacêutico [pré-requisitos obrigatórios]; rompimentos nas embalagens, e o fracionamento irregular de medicamentos”, ressaltou Helena.

A apreensão dos medicamentos retirados no momento da inspeção, além de estarem fora da validade, estavam sem notas fiscais. “Foram repassadas todas as orientações para que o administrador da farmácia fizesse o descarte conforme a legislação, e os proprietários terão o prazo de 30 dias para cumprir todas as exigências. Em relação aos antibióticos, fizemos uma interdição parcial e lacramos um armário cheio de produtos proibidos de serem comercializados. Identificamos também a aquisição de medicamentos este ano, mesmo sem a licença sanitária e a apresentação das notas fiscais”, complementou Helena.

O administrador da farmácia, Cleomennes Pereira dos Santos, ressaltou o trabalho criterioso que está sendo feito, e garantiu a adequação do estabelecimento. “A partir desta ação, vamos fazer tudo para regular as reivindicações da vigilância”, garantiu.

por Secom - Aracaju

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